O amor não escolhe dia ou hora para começar

Uma história de amor não escolhe dia nem local para começar, pode ser no barulho de uma festa, em uma troca de olhares no meio da multidão, entre match’s de aplicativos de relacionamento, ou no meio de tesouras, secadores, escovas e tintura.

Crédito: Jeferson Paz

Ruan não deixava de observar Vitor toda vezes que ia cortar os cabelos com sua colega na cadeira ao lado, até que se encheu de coragem e pediu o número de telefone dele para ela, assim rolou o convite para um almoço. Ruan estava nervoso, pois enfim conseguia o que tanto queria, porém Vitor estava pouco empolgado, pois um coração cansado de tantas desilusões infelizmente tem disso, mas que graça teria se ele já soubesse que aquele convite o faria conhecer alguém tão especial e parecido com ele mesmo? Chegou o momento do primeiro encontro, Ruan com o coração na garganta, foi relaxando enquanto riam, conversaram e se conheciam o suficiente para querer um segundo, um terceiro encontro. Até que aconteceu o primeiro beijo, roubado por Ruan em um elevador... O nervosismo da primeira noite de amor, descrita como inesquecível pelo casal, só reforça que estava diante de alguém muito especial um para o outro.


Comum? Clichê? Nunca! Em um mundo de imediatismos, em que interesses e desinteresses acontecem de forma tão fugaz, esperar a oportunidade de provar os lábios e os braços de seu amado é quase um ato de coragem! Dois heróis, duelando neste mar de pedra em que vivemos. Dalí até morarem juntos não demorou muito, mas se engana quem pensa que houve um pedido oficial de casamento, houve uma intimação por parte do Vitor! Sim, aquele mesmo que estava pouco empolgado e com o coração cansado. Determinado, disse a seguinte frase: “Você sabe que eu vou morar com você, né?” Falou no momento em que soube que seu namorado estava indo morar sozinho em sua casa nova... era a prova definitiva de que aquele coraçãozinho voltava a bater forte e com o nome de seu amado Ruan, dom conquistador de um só coração, o suficiente para a sua felicidade. Eu avisei que que eles não eram clichês.

Logo o nosso casal sentiu que era hora de evoluir e formar uma família, afinal casa cheia é sinônimo de (mais) felicidade, eis que chega a Hillary, uma charmosa gata e o Marley, um belíssimo cachorro, presentes que foram umas das maiores surpresas para Vitor, que os ama incondicionalmente, e em troca recebe fidelidade e carinhos diários deles. Mas eles não querem parar por aqui, ainda desejam ter duas crianças, pois família que se preze tem que ser grande, mas claro, amparados pelo amor e carinho de Dona (nome) mãe do Vitor, que adotou Ruan como seu filho também, oferecendo paz e amor, segundo ele, o que tanto procurava!


Para o Ruan, o que mais gosta no seu amado é sua simplicidade, autenticidade e sinceridade, até quando ele fica bravo por qualquer coisa lhe encanta! Já para o Vitor, é o fato de ter todas as suas vontades atendidas, sendo carinhosamente mimado, apesar de seguidamente ser irritado de propósito e ter sempre seus chocolates comidos pelo Ruan! Essas demonstrações de amor funcionam como afrodisíaco para os dois, sentimentos que crescem cada vez mais e ocupa grande parte um do outro, passando confiança, e os fazem evoluir como homens. Um casal que é cada vez mais parecido um com o outro, se ajudando mutuamente e se respeitando.


Para o casal, as frases de uma música se encaixam perfeitamente nesse romance:


“Você me sorriu e a vida mudou E a nossa história só começou Parece que a gente já tá dependente um do outro Isso é amor!


Não é à toa que é ela que embala seus momentos mais sentimentais...


Vitor e Ruan, inconfundíveis cada vez mais, vivendo seus sonhos e alegrias, sonhando com um futuro de muitas conquistas, mas dentre elas uma é unanime: cada vez mais felicidade!


Autor: Diego Soares - Celebrante

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